Você já percebeu que algumas tarefas parecem ocupar todo o tempo disponível, mesmo quando não são tão complexas?
Esse comportamento é explicado pela Lei de Parkinson, um princípio que ajuda a entender por que equipes, projetos e processos nem sempre são tão produtivos quanto poderiam ser.
No contexto das cooperativas, onde o trabalho é coletivo e as decisões impactam muitas pessoas, compreender esse conceito é essencial para melhorar a gestão do tempo, a organização das equipes e a eficiência dos processos.
Neste artigo, explicamos o que é a Lei de Parkinson e como ela pode ser aplicada de forma consciente para apoiar o desempenho das equipes nas cooperativas.
O que é a Lei de Parkinson?

A Lei de Parkinson afirma que:
“O trabalho se expande de modo a preencher o tempo disponível para a sua realização.”
Na prática, isso significa que, quando uma tarefa recebe mais tempo do que realmente precisa, ela tende a se alongar — não por necessidade, mas por falta de limites claros.
Esse fenômeno não está ligado à falta de capacidade das pessoas, mas à forma como o trabalho é organizado, planejado e acompanhado.
Como a Lei de Parkinson afeta o dia a dia das equipes?

Quando aplicada à rotina das organizações, a Lei de Parkinson pode gerar:
- procrastinação involuntária,
- baixa percepção de prioridade,
- uso ineficiente do tempo,
- processos longos e pouco objetivos,
- sensação constante de sobrecarga.
Em cooperativas, esses efeitos podem impactar diretamente a qualidade das entregas, a colaboração entre equipes e a tomada de decisão.
Lei de Parkinson e cultura organizacional

A forma como o tempo é gerenciado reflete a cultura da organização.
Ambientes sem prazos claros, objetivos bem definidos ou critérios de prioridade tendem a reforçar comportamentos improdutivos — mesmo entre profissionais qualificados e comprometidos.
Por isso, aplicar a Lei de Parkinson de forma estratégica não significa pressionar pessoas, mas criar estruturas mais inteligentes de trabalho.
Como aplicar a Lei de Parkinson de forma saudável na cooperativa?

A aplicação desse conceito exige equilíbrio. O objetivo não é acelerar indiscriminadamente, mas trabalhar com mais foco e clareza.
1. Defina prazos realistas e objetivos claros
Prazos bem definidos ajudam as equipes a organizar melhor o esforço, evitando dispersão e retrabalho.
2. Divida tarefas grandes em etapas menores
Quando o trabalho é fragmentado, fica mais fácil manter foco, acompanhar progresso e identificar gargalos.
3. Estabeleça prioridades compartilhadas
Em cooperativas, a clareza sobre o que é prioritário evita conflitos, ruídos de comunicação e perda de tempo.
4. Estimule autonomia com responsabilidade
Equipes que têm autonomia para decidir como executar suas tarefas tendem a ser mais eficientes — desde que haja alinhamento e acompanhamento.
5. Reflita sobre processos, não apenas sobre pessoas
Quando o tempo parece mal utilizado, o problema costuma estar no processo, e não na capacidade individual.
Lei de Parkinson não é sobre fazer mais, mas fazer melhor

Aplicar esse conceito não significa exigir mais das pessoas, e sim organizar melhor o trabalho, eliminando excessos, ruídos e desperdícios de energia.
Em cooperativas, onde o valor do trabalho coletivo é central, gerir bem o tempo é também uma forma de respeitar as pessoas e fortalecer a colaboração.
Produtividade sustentável exige aprendizagem e consciência

A Lei de Parkinson mostra que produtividade não está ligada apenas à quantidade de horas, mas à qualidade da organização do trabalho.
Cooperativas que refletem sobre seus processos, investem em aprendizagem e desenvolvem lideranças conscientes criam ambientes mais eficientes, humanos e sustentáveis.
Continue acompanhando o blog da Coonect.se e aprofunde conteúdos sobre gestão, aprendizagem corporativa e desenvolvimento de equipes no cooperativismo.