A evolução da liderança no mundo das cooperativas
Ao longo de décadas, foram observadas muitas transformações nas práticas de liderança nos diversos tipos de Cooperativas.
Obviamente, com comportamentos conforme os valores e preceitos de cada tempo. Algumas destas lideranças se destacaram pelos seguintes aspectos: visionário, carismático ou mesmo pela liderança por princípios, que sempre foi e será a mais difícil de ser trabalhada, entretanto, indispensável, no universo cooperativista.
Importante considerar que, a partir do momento em que cada Cooperativa é estruturada, ela passa a contar com variáveis e fatores outros, que as aproxima ou não, dos seus princípios primários, que são: a gestão democrática, autonomia e independência, educação, formação e informação, adesão livre e voluntária, intercooperação, interesse pela comunidade e participação econômica.
Estes princípios/valores são os grandes norteadores da liderança eficaz e cooperativista e devem ser trabalhados no dia a dia da gestão de pessoas.
Equívocos e distorções da liderança cooperativista ao longo da história
Na prática, a essência da liderança cooperativista não conseguiu atingir a todos os níveis gerenciais, por motivos diversos, seja por objetivos de cunho pessoais, políticos e ainda, pelo uso de modelos de gestão, tais como autocrático e paternalista, entre outros, que não coadunam com a liderança cooperativista, onde a democracia, a participação e a intercooperação cedem espaço à outras prioridades.
Podemos então afirmar que: em termos de liderança, muito ainda precisamos evoluir, considerando a renovação, a oxigenação dos seus líderes, dirigentes e de suas práticas, dentro de um contexto global e exponencial de mudanças.
A relevância do foco em pessoas, propósito, visão e valores junto aos liderados
O cooperativismo carrega em si a aspiração de uma sociedade diferenciada, na perspectiva do bem-estar coletivo, mas, por vezes, seus objetivos maiores se perdem pela falta do reforço em seu propósito, visão, valores e princípios junto a todos os envolvidos, e consequentemente seus resultados não são potencializados.
Afinal, antes de falarmos de foco em resultados, precisamos entender quem são as pessoas que os geram. A premissa é focar em pessoas para gerar resultados.
Daí a grande relevância da presença dos líderes nas Cooperativas para potencializar o desdobramento dos respectivos aspectos diferenciadores na gestão como um todo.
Perspectivas da liderança cooperativista no hoje e no amanhã
Penso estarmos vivendo, no universo das Cooperativas, um momento áureo e bastante estimulado pelos respectivos RH's e Diretores, no tocante ao grande valor e a prioridade que tem sido dada ao desenvolvimento de suas lideranças, com vistas à melhoria de seus ambientes de trabalho e por decorrência da gestão de pessoas.
Porém, ressalto que a base de toda mudança e da evolução cooperativista consiste no reforço diário das suas diretrizes e na transformação da cultura organizacional, sem a perda de seus princípios.
Assim, não adianta investir no desenvolvimento de líderes, se não há congruência entre o discurso e práticas cooperativistas, não somente para atrair cooperados, mas para ganhar competividade e sustentabilidade natural por meio de seus integrantes.
Movimento atual dos líderes cooperativistas
Tenho percebido que estes líderes/gestores vêm passando por um período de grande "inquietude profissional" ao tentarem identificar o como, onde, em quanto tempo, ou de que forma conseguirão se aprimorar como líderes, além de todos os outros desafios.
No processo de autodesenvolvimento, vivenciado por cada gestor, necessário se faz exemplos reais de liderança no dia a dia, que contribuam para o desenvolvimento da competência de liderança.
Logo, a cúpula é o grande referencial e espelho para todos os gestores que trilham na busca da concretude do seu autodesenvolvimento.
Concluindo nosso pensamento
Conforme a abordagem descrita acima, entendemos então que, tanto cooperativas como seus respectivos líderes precisam adotar o papel de protagonistas e agentes de mudanças dando continuidade ao processo de mudança já iniciado em cada uma delas de autodesenvolvimento e de corresponsáveis pela inovação.
A introjeção do sentimento de responsáveis pelas transformações, com reforço dos princípios cooperativistas no dia a dia laboral será essencialmente o fator diferenciador de cada uma destas cooperativas.
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